domingo, 31 de janeiro de 2010

Síntese da análise de conteúdo


A professora Alda sugeriu que, em trabalho de pares, se trocassem as análises das entrevistas e se procedesse à fase de validação inter-investigadores.

Na minha opinião, este cruzamento de informações e troca de impressões entre os colegas faz sentido, na medida em que permite ajustar e relançar outras visões e pontos de vista relativamente à análise destas questões.

É, de facto importante que, dada a subjectividade inerente a este tipo de análise, o investigador aplique processos técnicos relativamente precisos, com pouca preocupação no que concerne a aspectos formais.

Neste tipo de investigação é fundamental criar um conjunto de categorias e subcategorias que permitem chegar aos mesmos resultados após diversas análises em momentos diferentes.

Considera-se que a fidelidade é completa quando a categoria não é ambígua, ou seja, permite classificar a unidade de registo.

Eu e a Áurea trocámos então as nossas matrizes de análise de conteúdo, bem como as próprias entrevistas e partilhámos opiniões sobre as mesmas: as dificuldades que tivemos no preenchimento da grelha, o teor e pertinência das categorias e subcategorias que criámos, etc.
No tocante às duas análises de entrevistas e sobre as quais recaiu a nossa troca de impressões, verifico que ambas têm mais pontos em comum do que pontos divergentes, havendo mesmo coincidências na classificação das diferentes categorias e subcategorias. No entanto, o conteúdo (discurso dos entrevistados) era pouco homogéneo. Penso que se retiraram os traços mais relevantes das entrevistas, tendo-se organizado e tratado os dados recolhidos, codificando-os, já que tratar o material é, precisamente, codificá-lo.

A matriz que elaborei encontra-se aqui ou:

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Guião conjunto de entrevista semi-estruturada

Foi criado este guião conjunto de entrevista semi-estruturada, que creio ter ficado enriquecido com o contributo de todos os grupos.

Enquadramento

1. Perfil pessoal e profissional do(a) entrevistado(a)
2. Nível de conhecimento e participação do(a) entrevistado(a) em redes sociais
3. Perspectiva crítica do(a) entrevistado(a) sobre as redes sociais
4. Expectativas do entrevistado(a) sobre a utilização das redes sociais no ensino
5. Validação da Entrevista

1. Perfil Pessoal e profissional do(a) entrevistado(a)
1.1 Sexo :
Masculino □ Feminino □
1.2 Idade:
Menos de 35 anos □ Entre 35 e 45 anos □ Entre 46 e 55 □ Mais de 55 anos □

1.3 Habilitações Literárias ____________________________________
1.4. Grupo de Recrutamento __________________________________
1.5. Disciplina(s) que lecciona _________________________________
1.6 Anos de serviço docente? Menos de 5  Entre 5 e 15  Entre 16 e 25  Mais de 25 
1.7 Exerce actualmente algum cargo de coordenação? Qual ou quais?
1.8 Ao longo da sua formação adquiriu conhecimentos na área das novas tecnologias da informação ou considera-se um auto-didacta?
1.9 Utiliza as novas tecnologias da informação em contexto de aula. Se sim, quais os recursos que utiliza e com que objectivos?

2. Nível de conhecimento e participação do(a) entrevistado(a) em redes sociais
2.1 Das redes sociais que existem, quais as que conhece?
2.2 Refira, se souber, qual o principal objectivo de cada uma das redes sociais que indicou anteriormente .
2.3 Encontra-se inscrito em alguma rede social? Se sim, qual ou quais?
2.4 Que actividades desenvolve nessa rede social?
2.5 Qual a frequência de utilização dessa rede: mensal, semanal ou diária? Apesar de inscrito, raramente ou nunca acede à mesma.
2.6 Se a resposta à questão 2.3 for negativa, indique-nos quais as razões porque não se encontra inscrito ou porque não utiliza as redes sociais.
2.7 E ainda (se a resposta à questão 2.3 for negativa) como vê a sua participação hipotética numa rede social da Internet?
- Possível, pouco possível ou improvável.

3. Perspectiva crítica do(a) entrevistado(a) sobre as redes sociais
3.1 - Fale-nos da sua opinião acerca das redes sociais na Internet (mencionar, se necessário, o Facebook, Hi 5, Myspace ou Twitter) e quais as suas implicações no tipo de relações:
 pedagógicas (notas do entrevistador: entre alunos e professores; possibilidades de interacção; o espaço de aprendizagem; tipos de actividades passíveis de serem desenvolvidas)
 interpessoais (notas do entrevistador: entre jovens e pessoas das diferentes faixas etárias; tipos de interacção; actividades fomentadas; potencialidades da ferramenta)
 familiares (notas do entrevistador: possibilidades de interacção, relações reais entre pais e filhos)

4. Expectativas do entrevistado(a) sobre a utilização das redes sociais no ensino
4.1 Considera que as redes sociais podem ser utilizadas em contexto educativo?
4.2 Que exemplos pode fornecer de possíveis utilizações educativas das redes sociais?
4.3 Considera que as redes sociais podem influenciar a prática pedagógica dos professores? De que forma?
4.4 Considera existirem para os alunos, em termos de aprendizagem, vantagens na utilização educativa das redes sociais?
4.5 Refira 2 vantagens e duas desvantagens que observa na utilização de redes sociais no ensino.

5. Validação da Entrevista

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Realização da Entrevista


No passado dia 22 de Janeiro, realizei uma entrevista preparada e resultante de um trabalho de todos os colegas inscritos na unidade curricular de Metodologias da Investigação em Educação e que teve como principais objectivos os já referenciados no post anterior:
Objectivos da investigação
1. Conhecer o que pensam esses professores sobre as redes sociais (Facebook, Myspace, Twitter, Hi 5, etc…)
2. Identificar o modo de participação (hipotética ou real) numa rede social;
3. Evidenciar as expectativas que estes têm sobre o seu uso no ensino.

Embora anónima, a publicação desta entrevista tem a respectiva autorização da entrevistada. Foram retirados alguns excertos da entrevista.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Guião Entrevista Mcem Eurekas

A entrevista é semi-estruturada e insere-se num estudo de caso sobre as representações de professores do ensino básico/secundário que sejam amigos pessoais dos estudantes do MCEM.

São três as questões de investigação:

1) O que pensam esses professores sobre as redes sociais a exemplo do Facebook, Myspace, Twitter, etc?

2) Como é que vêm a sua (hipotética/real) participação numa rede social?

3) Que expectativas têm sobre o seu uso no ensino?

Eis o produto da nossa labuta. ;)


Guião de Entrevista

As Eurek@s, antes constituídas só por membros do sexo feminino, sofreram duas baixas com a saída da Alexandra e da Luísa, por motivos de saúde. A Áurea e eu ficámos muito pesarosas, mas compreendemos as razões apresentadas pelas colegas. Como o grupo ficou reduzido a estes dois elementos e pela circunstância que o colega João Monteiro também se ter visto a braços com o mesmo problema, decidimos com a anuência da professora Alda, acolhê-lo na nossa equipa.
Deixo ainda  aqui o meu sincero agradecimento às duas excelentes colegas, Xana e à Luísa, grandes amigas e com um espírito colaborativo notável.

Relativamente ao trabalho da actividade 2. Métodos e instrumentos de recolha de dados - 5ª parte, o qual consta da elaboração de um guião por cada equipa para uma entrevista, os Eurek@s puseram mãos à obra e após algumas dificuldades, principalmente de ordem de saúde, conseguiram levar a cabo mais esta empresa.
Penso que está bem conseguido e vai ao encontro dos objectivos preconizados. Em relação aos guiões dos colegas das outras equipas de trabalho, também os considero bem elaborados, denotando grande cuidado na elaboração e sequência das questões, na estrutura geral e até na apresentação gráfica. Parabéns a todos!

Após a discussão em fórum acertar-se-á um guião conjunto, que deverá ser usado na realização de entrevistas no terreno.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Entrevista semi-estruturada



 - Caracteriza-se pela existência de um guião previamente elaborado, o qual serve como documento orientador do desenvolvimento da entrevista.
- Compõe-se de questões abertas e fechadas.
- Pretende que os entrevistados/participantes respondam às mesmas questões.
- Não exige uma ordem rígida nas perguntas.
- Possui um elevado grau de flexibilidade na exploração das questões.
- O desenvolvimento da entrevista tem tendência a adaptar-se ao entrevistado.

    Vantagens:
- Permite um tratamento mais sistemático dos dados.
- Aconselhada para entrevistas a grupos.
- Optimiza o tempo disponível.
- Permite seleccionar temas para aprofundamento.
- Permite introduzir novas questões.

       Desvantagens:
- Requer uma boa preparação por parte do entrevistador que irá conduzir a entrevista.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Métodos de recolha de dados

Observação participante


Na Observação Participante, o principal instrumento de pesquisa, é o investigador, num contacto directo, frequente e prolongado com os actores sociais e os seus contextos; as diversas técnicas reforçam-se, sendo sujeitas a uma constante vigilância e adaptação segundo as reacções e as situações.
A. Firmino da Costa em «A pesquisa de Terreno em Sociologia» in ALMEIDA, João Ferreira de / PINTO, José Madureira, A Investigação nas ciências Sociais, Presença, 1995, p 133. (1).

Esta observação deverá ser atenta e integrada, no que concerne aos sujeitos, aos cenários, às acções, reacções e a tudo o que constitua o sistema observado. De acordo com os objectivos previamente estabelecidos, o investigador assumirá uma postura reflexiva perante o observado, tomando notas, registando e recolhendo dados através dos instrumentos que entender convenientes no decurso da investigação.

Se o observador se adaptar ao meio observado, encarando-o como uma fonte de informação e também de aprendizagem, este terá seguramente resultados satisfatórios. Isto deve-se, em grande medida, à complexidade do papel do investigador/observador participante, ao qual é exigido elevados níveis concentração, discernimento e uma boa capacidade de relacionamento com outros indivíduos. O investigador deve certificar-se, de acordo com as suas necessidades de pesquisa e universo em estudo, quais serão as técnicas mais vantajosas e que, ao mesmo tempo, confiram fiabilidade e validade à investigação.

No caso das técnicas de recolha de informação, uma pode ser mais adequada em algumas situações, enquanto que outras poderão ser úteis para o restante processo de investigação. É assim, de grande utilidade, o cruzamento de algumas técnicas para alcançar os nossos objectivos, pois as vantagens de um instrumento de recolha, podem compensar as limitações de outro.