Considerações deixadas no fórum no âmbito do subtema: Etapas do Processo Investigativo em 30/10/2009
A partir do enquadramento do paradigma, e já entrando na questão formulada pela professora, no processo investigativo há um conjunto de fases a ter em consideração. A forma como este processo se desenvolve é, em muito, dependente do paradigma que o investigador utiliza. A primeira etapa, comum a qualquer tipo de investigação, começa na definição de um problema. Um problema pode ser formulado através de uma questão ou como uma resposta (Almeida & Freire, 2003). Deve ser formulada de forma objectiva, clara e directa.
É possível recolher informação a quatro tipos de fontes: 1) a teoria existente; 2) a observação diária dos fenómenos que nos rodeiam: 3) as sugestões e propostas decorrentes de investigações já realizadas; 4) dos problemas práticos que surgem em determinados contextos e que se querem resolver.
Na formulação da hipótese, o investigador descreve em termos concretos a sua expectativa acerca da relação entre as variáveis do problema. As variáveis podem ser independentes, sendo passíveis de ser alteradas pelo investigador, é a causa da diferença; dependentes, sendo o efeito, procede da variável independente, é o conhecimento ou atitude susceptível de sofrer alterações durante a experiência e tem de ser mensurável. Já a variável moderadora é um tipo de VI secundária, seleccionada com o intuito de verificar se afecta a relação entre a VI e a VD. A variável de controlo, também pode aparecer como variável moderadora, costuma ser neutralizada para que não tenha efeito diferencial/moderador na relação VI/VD. A variável Interveniente é o factor que teoricamente influencia o fenómeno observado. Não pode ser medida, vista ou manipulada.
No que diz respeito à outra questão, um estudo de caso geralmente não permite a generalização de resultados. Trata-se de uma investigação qualitativa, contrariamente à investigação quantitativa que segue a tradição positivista, a qual persegue enunciados “generalistas”, o que aliás esteve na base das pretensões da Educação durante muitos e largos anos.
De facto, tem-se verificado que a grande complexidade das situações educativas e, como já se disse, pelo facto de estas serem vividas por agentes humanos, com todas as teias de intenções e significados inerentes, constatou-se ser difícil a abordagem positivista. Por este motivo, as investigações têm (re)direccionado os seus objectivos, pois mais do que tentar encontrar fórmulas ou soluções para os problemas educativos, tem-se tentado descobrir e enriquecer o acervo colectivo com novos elementos que ajudem a compreender e agir melhor sobre o universo educativo.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Paradigmas da Investigação
Para clarificar e aprofundar conceitos e para melhor me situar nesta problemática do processo investigativo, andei em pesquisas que me permitiram iluminar melhor o espírito...
Segundo a fonte consultada, Wikipedia,
Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma
É certo e sabido que o investigador precisa de tomar decisões durante o seu trabalho de pesquisa. Por este motivo, este deve conhecer os diferentes paradigmas da investigação: o paradigma positivista, o paradigma interpretativo e o paradigma crítico.
O paradigma positivista ou quantitativo interessa-se essencialmente por obter generalizações teóricas de modo a serem aplicadas universalmente, por controlar e prever os fenómenos.
O paradigma interpretativo ou qualitativo interessa-se por compreender a realidade, querer saber o porquê, a teoria surge depois dos factos, em oposição à positivista.
O paradigma crítico interessa-se por intervir na situação ou contexto.
Segundo a fonte consultada, Wikipedia,
Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma
É certo e sabido que o investigador precisa de tomar decisões durante o seu trabalho de pesquisa. Por este motivo, este deve conhecer os diferentes paradigmas da investigação: o paradigma positivista, o paradigma interpretativo e o paradigma crítico.
O paradigma positivista ou quantitativo interessa-se essencialmente por obter generalizações teóricas de modo a serem aplicadas universalmente, por controlar e prever os fenómenos.
O paradigma interpretativo ou qualitativo interessa-se por compreender a realidade, querer saber o porquê, a teoria surge depois dos factos, em oposição à positivista.
O paradigma crítico interessa-se por intervir na situação ou contexto.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Webfolio de MEI
Enquanto projecto de trabalho pretende-se que este blog (webfolio) seja um um espaço de construção, reflexão e aperfeiçoamento constante, do meu desempenho nesta Unidade Curricular, durante todo o percurso de desenvolvimento do programa proposto.
O Contrato de Aprendizagem prevê que sejam desenvolvidas e adquiridas, nos alunos, as seguintes competências:
•Projectar uma investigação em Educação
•Realizar pesquisas relevantes e seleccionar a informação relevante para os fins em vista
•Proceder a uma revisão da literatura sobre um dado campo, analisando criticamente a informação pesquisada
•Seleccionar e aplicar métodos e técnicas de investigação, tendo em conta os objectivos da investigação
•Proceder à análise e interpretação dos dados recolhidos numa investigação
• Analisar criticamente o relatório de uma investigação
• Adoptar uma postura ética na actividade investigativa
•Reflectir criticamente sobre o percurso pessoal.
(Contrato de Aprendizagem,MEI-09)
Sob a orientação da Profª. Doutora Alda Pereira, esta unidade curricular tem como objectivos principais, por um lado, reflectir sobre a problemática da Investigação em contexto educacional e, por outro, dotar o aluno de competências úteis com vista ao desenho de um Plano de Investigação pessoal, numa perspectiva da elaboração de uma futura Dissertação do Mestrado, prevista para 2º. ano do Curso.
Uma dos grandes objectivos da unidade é a familiarização com os procedimentos metodológicos que norteiam e permitem a realização de uma Investigação no campo da Educação. Isto implica o conhecimento dos vários métodos de Investigação e dos instrumentos de recolha e de análise de dados, bem como a reflexão sobre as respectivas vantagens e desvantagens.
Cada estudante, membro da comunidade, deverá proceder às leituras e reflexões sobre os temas e questões propostas, fazer pesquisas e preparar comentários e elaborações pessoais de forma a participar activamente em todas as actividades.
O Contrato de Aprendizagem prevê que sejam desenvolvidas e adquiridas, nos alunos, as seguintes competências:
•Projectar uma investigação em Educação
•Realizar pesquisas relevantes e seleccionar a informação relevante para os fins em vista
•Proceder a uma revisão da literatura sobre um dado campo, analisando criticamente a informação pesquisada
•Seleccionar e aplicar métodos e técnicas de investigação, tendo em conta os objectivos da investigação
•Proceder à análise e interpretação dos dados recolhidos numa investigação
• Analisar criticamente o relatório de uma investigação
• Adoptar uma postura ética na actividade investigativa
•Reflectir criticamente sobre o percurso pessoal.
(Contrato de Aprendizagem,MEI-09)
Sob a orientação da Profª. Doutora Alda Pereira, esta unidade curricular tem como objectivos principais, por um lado, reflectir sobre a problemática da Investigação em contexto educacional e, por outro, dotar o aluno de competências úteis com vista ao desenho de um Plano de Investigação pessoal, numa perspectiva da elaboração de uma futura Dissertação do Mestrado, prevista para 2º. ano do Curso.
Uma dos grandes objectivos da unidade é a familiarização com os procedimentos metodológicos que norteiam e permitem a realização de uma Investigação no campo da Educação. Isto implica o conhecimento dos vários métodos de Investigação e dos instrumentos de recolha e de análise de dados, bem como a reflexão sobre as respectivas vantagens e desvantagens.
Cada estudante, membro da comunidade, deverá proceder às leituras e reflexões sobre os temas e questões propostas, fazer pesquisas e preparar comentários e elaborações pessoais de forma a participar activamente em todas as actividades.
Subscrever:
Mensagens (Atom)