sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Análise da dissertação com a utilização do questionário

Neste tópico, procedeu-se à análise da dissertação O PAPEL DA INTERNET NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO da autoria de Cidália Neto, tendo como suporte a pesquisa efectuada ao longo dos temas anteriores.

Em primeiro lugar devo dizer que, em qualquer processo de recolha de dados, é necessário desenvolver um processo sistemático que assegure a fiabilidade e a comparabilidade desses dados, mais especificamente, é necessário que se estabeleça à partida um plano de amostragem de acordo com a população alvo, com a definição da população a inquirir e com um processo adequado de administração do inquérito.
Tentando dar resposta às questões formuladas pela professora, aqui fica a minha análise.
1- A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
No seu plano de dissertação, a autora apresenta claramente os objectivos gerais do estudo e operacionaliza-os.

- Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
- Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa.
- Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
• Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet. Verificar a facilidade de acesso (ou não) à Internet.
• Verificar a frequência de acesso à rede.
• Apurar as razões de uma fraca navegação na Internet (se for o caso).
• Identificar os interesses que motivam o acesso à rede.
• Caracterizar a relação dos dois grupos com a Internet, em termos técnicos.
• Identificar as representações que os actores educativos têm acerca dos conteúdos presentes na Rede e sua organização.
• Verificar o grau de importância atribuída à Internet.
• Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circulam na Internet.
• Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvo.
Relativamente ao grupo de professores, pretende-se ainda:
• Caracterizar a relação dos alunos com a Internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos.
• Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na Internet.

2- Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
Aqui são indicados apenas o tipo de questionários a administrar: constituídos por perguntas fechadas e por questões de escolha múltipla, p. 66, não especificando, em concreto, a ligação de cada item do questionário a cada um dos objectivos visados, tão pouco o peso atribuído a cada um deles.

3- A amostra é claramente identificada?
Considero que a amostra se encontra claramente identificada: dois grupos de sujeitos, professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, com referência à área de aplicação: escolas da DREN, do distrito do Porto e Bragança, no sentido de permitir uma comparação dos resultados entre o litoral e o interior.

No total aplicaram-se 350 inquéritos aos alunos e ao grupo dos professores foram realizados 110, sem estabelecimento de qualquer distinção entre zonas geográficas, visto que a vida profissional de grande parte dos docentes se caracteriza pela mobilidade constante.

4- É indicado o método usado na definição da amostra?
A existência de professores colocados naquelas escolas parece ter sido critério de selecção das mesmas, uma vez que estes mostraram interesse em colaborar no preenchimento e aplicação dos inquéritos junto dos alunos e colegas, bem como a presença de computadores ligados à Internet para uso dos alunos.

Quanto aos alunos, seleccionou a faixa etária situa-se entre 13 e 15 anos, apresentando uma razão que também julgo não estar bem justificada ou ligada aos objectivos do estudo. A autora invoca a entrada no período da adolescência com as suas características muito próprias relativamente ao sétimo ano, uma razão de escolha que carece de fundamentação mais clara.

Embora não directamente clarificada, a autora usou de uma amostragem não aleatória por conveniência e intencional.
• Amostra intencional: Composta por elementos da população seleccionados intencionalmente pelo investigador, porque este considera que esses elementos possuem características típicas ou representativas da população;
• Amostra por conveniência: Os elementos são escolhidos por conveniência ou por facilidade. As amostras obtidas desta forma não são representativas da população e, em geral, são enviesadas.

5- O questionário usado foi objecto de validação prévia?
Após a sua elaboração o questionário foi submetido à apreciação de 20 alunos e 10 professores. As dúvidas, dificuldades ou sugestões dos intervenientes permitiram corrigir e reformulação algumas questões menos claras ou bem conseguidas.

6- No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?
Para o tratamento dos dados, a dissertante indica o programa Excel, sendo os resultados apresentados, sempre que se revelasse útil, na sua perspectiva percentual.

TEMA 2 - A recolha de dados

Tema lançado pela professora no fórum iniciado a 16 de Novembro de 2009




As investigações dentro do paradigma positivista utilizam métodos quantitativos para recolher dados empíricos (seja de métodos experimentais ou quase experimentais, ou métodos que procuram relações de causa-efeito com objectivos de generalização, etc.)
Contudo, também investigações no âmbito de paradigmas naturalistas e do paradigma sociocrítico faz uso de dados quantitativos. Investigações de natureza exploratória, de entrada no campo recolhem dados por vezes misturando técnicas quantitativas e qualitativas.
Nesta raiz pretende-se fazer um apanhado geral da recolha de dados usando técnicas quantitativas, discutir as suas vantagens e procurar  ver em que casos elas serão úteis.
Baseando-se nas pesquisas efectuadas, quem inicia a discussão?
[ ] Alda Pereira

Intervenção em 18 de Novembro de 2009


(...) após as minhas pesquisas, apenas irei focar, neste primeiro post, alguns aspectos concernentes à temática em causa, tentando complementar os assuntos que já foram mencionados.

Antes de mais, devo dizer que este tipo de abordagem (recolha de dados usando técnicas quantitativas), é um método de pesquisa social que procura exprimir as relações de dependência funcional entre variáveis para tratarem o “como” dos fenómenos.


Por norma, a recolha de dados é feita através de inquéritos por questionário, procedendo-se depois à organização dos dados, recorrendo-se por fim a técnicas de estatística descritiva.


O pesquisador procura identificar os elementos constituintes do objecto estudado, estabelecendo a estrutura e a evolução das relações entre os diversos elementos.
É uma pesquisa normalmente indicada para informações positivistas, precisas e em casos que se podem generalizar.

Como se tratam de dados métricos (medidas, comparação/padrão/metro) e as abordagens são experimental, hipotético-dedutiva, têm como base as metateorias descritivas e formalizantes. A sua grande vantagem é a automaticidade e precisão e o controle dos bias.
É uma abordagem apropriada para medir opiniões, atitudes e preferências, como comportamentos. O pesquisador, diante das exigências do projecto, deve buscar o controle da subjectividade, levando os indivíduos a expressarem livremente as suas opiniões, respeitando igualmente os valores e responsabilidades do pesquisador para consigo e para com a sua profissão, fazendo interpretações através de um esquema conceptual, salvaguardando a expressão de opiniões, crenças, atitudes e preconceitos.





Intervenção em 19 de Novembro de 2009





Começaria por definir questionário, segundo Quivy & Campenhoudt: 1992, “o questionário é um instrumento de observação não participante, baseado numa sequência de questões escritas, que são dirigidas a um conjunto de indivíduos, envolvendo as suas opiniões, representações, crenças e informações factuais sobre eles próprios e o seu meio”.


Apesar de não ser imprescindível que todos os projectos de pesquisa utilizem o questionário como instrumento de recolha e avaliação de dados, este revela-se muito útil na pesquisa científica, sobretudo no campo das ciências da educação.
A construção de um questionário não se afigura, todavia, uma tarefa fácil, mas dedicar algum tempo e esforço na sua construção pode constituir um factor favorável ao “crescimento” de qualquer investigador.

A elaboração e aplicação de um inquérito por questionário, pressupõe que se tenha em conta a interacção indirecta existente entre ele e os inquiridos. Por exemplo, as habilitações do público-alvo deverão ser consideradas, uma vez que a linguagem e o tom das questões que constituem esse mesmo questionário, são factores bastante importantes.
É de salientar que as questões formuladas devem ser muito bem organizadas, devendo ser apresentadas numa ordem lógica para quem a ele responde, evitando perguntas irrelevantes, insensíveis, intrusivas, desinteressantes, com uma estrutura (ou formato) demasiado confusos e complexos, ou ainda questões demasiado longas.

Devem ser evitadas perguntas ambíguas que possam, por isso, ter mais do que uma resposta ou sentido, que por sua vez, levem a ter diferentes interpretações. Questões baseadas em pressuposições, double-barrelled questions (duas questões numa só) também não devem ser feitas, bem como perguntas de natureza pessoal, ou que abordem assuntos delicados ou incómodos para o inquirido.
Muito importante: as questões devem ser limitadas e adequadas à pesquisa em causa. Deste modo, elas devem ser desenvolvidas tendo por base três princípios básicos: o Princípio da clareza - devem ser claras, concisas e unívocas; o Princípio da coerência - devem corresponder à intenção da própria pergunta e o Princípio da neutralidade - não devem induzir uma dada resposta, mas sim libertar o inquirido do referencial de juízos de valor ou do preconceito do próprio autor.

Existem dois tipos de questões num questionário:
de resposta aberta - permitem ao inquirido construir a resposta com as suas próprias palavras, permitindo a liberdade de expressão.
de resposta fechada - o inquirido apenas selecciona a opção (de entre as apresentadas), que mais se adequa à sua opinião.
Existem ainda questionários que contém questões de resposta aberta e fechada no mesmo questionário e podem chamar-se mistos.


No que diz respeito ao questionário enquanto instrumento de inquisição a um determinado número de pessoas, este apresenta algumas vantagens e desvantagens.
As principais vantagens traduzem-se em: quantificação de uma maior franja de inquiridos, sistematização dos resultados fornecidos, uma maior facilidade na análise dos dados e sua interpretação, reduzindo o tempo que é necessário despender para recolher e analisar os dados, o seu baixo custo e garantia de anonimato, em grande parte dos casos.

Esta aplicação dos questionários apresenta, por outro lado, também desvantagens ao nível da sua concepção, pois é necessário ter em conta vários items tais como: a quem se vai aplicar, o tipo de questões a incluir, o tipo de respostas que se pretende e o tema que se está a tratar.

Os questionários fornecem respostas escritas a questões previamente fornecidas e como tal existe uma elevada taxa de não- respostas. Esta dependerá da clareza das perguntas, natureza das pesquisas e das habilitações literárias dos inquiridos. No tocante à natureza da pesquisa verifica-se que se aquela não for de utilidade para o indivíduo, a taxa de não - resposta aumentará.


A administração do questionário pode ser directa ou indirecta e deve possuir características que vençam a resistência natural e inércia dos indivíduos inquiridos.


Quanto à utilidade de um questionário, e a título de exemplo, quando aplicado a um público-alvo constituído, por exemplo, de alunos, é possível recolher informações que permitam conhecer melhor falhas e lacunas, bem como ir ao encontro de metodologias de ensino mais eficazes, melhorando a qualidade do ensino.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Balanço da Actividade

Após a realização do trabalho e das ponderações efectuadas acerca do processo de investigação neste módulo, fiquei com a ideia de que, mais do que ensinar a investigar, o objectivo desta unidade curricular centra-se sobretudo na reflexão sobre a investigação em educação e a relação da investigação com o professor e com os constantes e emergentes problemas da educação.

Parece igualmente fundamental que qualquer investigação em educação configure um estreitamento da relação entre professores e investigadores:

É neste momento preciso que os investigadores tendem a repensar e a reforçar a aproximação à prática educativa como espaço de observação e de experimentação, ao mesmo tempo que os práticos de educação se apropriam decididamente da investigação enquanto instrumento de formação e de acção. (Carvalho, 1991: 27)

domingo, 8 de novembro de 2009

Fluxograma da Pesquisa

Com vista à realização deste trabalho sobre quais as etapas fundamentais a um trabalho de investigação, o Grupo Eurek@s recorreu à ferramenta Googledocs onde ia depositando todos os recursos e fontes que achou adequados, manifestando as suas opiniões no que concerne a estas mesmas fontes, tendo procedido então à inserção das mesmas no espaço respectivo na plataforma da Unidade Curricular Metodologias de Investigação em Educação.

Foi um trabalho moroso e minucioso, que obedeceu a critérios de selecção, obrigando-nos a uma leitura e análise de conteúdo, de forma a dar cumprimento aos objectivos  desta actividade. Julgo termos dado um contributo válido a esta comunidade de aprendizagem.

A construção do fluxograma em equipa teve uma vertente colaborativa bastante acentuada. Com base em vários documentos de diferentes investigadores, todas interagimos e manifestámos as nossas opiniões até chegarmos a um consenso, tendo resultado no esquema que se segue.


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Planear uma investigação

Tentando responder à questão da professora e após algumas pesquisas sobre os passos que regem qualquer processo investigativo, seja ele de pendor quantitativo ou qualitativo ou misto, penso ter chegado a algumas constatações.
Uma proposta de investigação é um documento que resume a revisão da literatura, identifica o tópico da área de pesquisa e as questões a serem respondidas. A proposta de pesquisa é a descrição formal do procedimento a ser usado no estudo.
Se o colega pretende apresentar uma proposta de um projecto para a sua tese de dissertação, deverá ter presente todas as etapas referidas pela professora, sob pena de comprometer,de alguma forma, a sua investigação e amputar algum dos seus princípios.

1. O tópico de pesquisa é o primeiro ponto a ter em conta, sendo de primordial importância que o investigador ponha em evidência a importância e potencial significado do estudo. Deverá referir um claro exemplo aplicado à vida real, para demonstrar a relevância do tópico.

2. Por outro lado, após toda a revisão da literatura e enquadramento teórico do problema onde se desenvolveu toda uma base que sustentará o caso a estudar, é necessário decidir quais as acções específicas que se terão de tomar para ir ao encontro do objecto de estudo.

3. A forma como se formula o problema vai determinar a estrutura da investigação, assentando num tipo de paradigma específico.

4. Depois de se decidirem quais as acções a seguir, urge o surgimento de um plano ou estratégia, que irá fornecer a informação necessária à aplicação do plano que responde às questões de pesquisa e testem as hipóteses que possam ter sido formuladas.

5. Quanto à metodologia, esta centra-se em todos os instrumentos e modos de recolha de informações, no sentido de se obter uma resposta à questão inicial.

6. A amostra ou participantes do estudo são quem intervém na investigação, estando as suas características bem definidas ( idade, sexo…), bem como a forma como irão participar no estudo.

7. O design é o plano ou estratégia que se usa para investigar e responder à questão colocada. Já na etapa do procedimento, é descrito o desenho do estudo e como este irá ser executado, bem como todas as indicações do processo de recolha de dados.

8. Na sequência do desenvolvimento do desenho do estudo deve-se ter presente a questão: Como é que eu vou analisar os dados de forma a testar as hipóteses que formulei? Ao fazer esta pergunta o investigador deve assegurar-se que os dados recolhidos são adequados e se fornecem informação sobre a hipótese do estudo.

9. No tocante às referências bibliográficas, penso que são um importante apoio que confere credibilidade e sustentabilidade à investigação.


Johnson, B., & Christensen, L. (s.d.). Educational Research Quantitative, Qualitative, and Mixed Approaches.

Fases da Pesquisa


Estas são as etapas que considerámos essenciais para levar a cabo um processo de investigação.

ETAPAS DA PESQUISA
1. Preparação e delimitação do problema
1.1. Delimitação do tema / tópico
1.2. Conceptualização do problema
1.3. Questões da investigação e levantamento das hipóteses
1.4. Definição de variáveis


2- Construção do Plano
2.1. Design do estudo
2.2. Unidade de análise
2.3. Metodologia e instrumentos de recolha e análise de dados
2.4. Cronograma

3. Execução do Plano
3.1. Recolha de Dados
3.2. Análise dos dados e tratamento estatístico
3.3. Interpretação e validação das Hipóteses

4. Construção e Apresentação do Relatório de Pesquisa
4.1. Construção do Esquema do Relatório
4.2. Resultados da avaliação
4.3. Elaboração das conclusões
4.4. Reflexão e sugestões para investigações futuras
4.5. Comunicação / Apresentação oral
       4.5.1. Outline da defesa
       4.5.2. Do argumento inicial às conclusões


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Etapas do processo investigativo

Considerações deixadas no fórum no âmbito do subtema: Etapas do Processo Investigativo em 30/10/2009

A partir do enquadramento do paradigma, e já entrando na questão formulada pela professora, no processo investigativo há um conjunto de fases a ter em consideração. A forma como este processo se desenvolve é, em muito, dependente do paradigma que o investigador utiliza. A primeira etapa, comum a qualquer tipo de investigação, começa na definição de um problema. Um problema pode ser formulado através de uma questão ou como uma resposta (Almeida & Freire, 2003). Deve ser formulada de forma objectiva, clara e directa.
É possível recolher informação a quatro tipos de fontes: 1) a teoria existente; 2) a observação diária dos fenómenos que nos rodeiam: 3) as sugestões e propostas decorrentes de investigações já realizadas; 4) dos problemas práticos que surgem em determinados contextos e que se querem resolver.
Na formulação da hipótese, o investigador descreve em termos concretos a sua expectativa acerca da relação entre as variáveis do problema. As variáveis podem ser independentes, sendo passíveis de ser alteradas pelo investigador, é a causa da diferença; dependentes, sendo o efeito, procede da variável independente, é o conhecimento ou atitude susceptível de sofrer alterações durante a experiência e tem de ser mensurável. Já a variável moderadora é um tipo de VI secundária, seleccionada com o intuito de verificar se afecta a relação entre a VI e a VD. A variável de controlo, também pode aparecer como variável moderadora, costuma ser neutralizada para que não tenha efeito diferencial/moderador na relação VI/VD. A variável Interveniente é o factor que teoricamente influencia o fenómeno observado. Não pode ser medida, vista ou manipulada.

No que diz respeito à outra questão, um estudo de caso geralmente não permite a generalização de resultados. Trata-se de uma investigação qualitativa, contrariamente à investigação quantitativa que segue a tradição positivista, a qual persegue enunciados “generalistas”, o que aliás esteve na base das pretensões da Educação durante muitos e largos anos.
De facto, tem-se verificado que a grande complexidade das situações educativas e, como já se disse, pelo facto de estas serem vividas por agentes humanos, com todas as teias de intenções e significados inerentes, constatou-se ser difícil a abordagem positivista. Por este motivo, as investigações têm (re)direccionado os seus objectivos, pois mais do que tentar encontrar fórmulas ou soluções para os problemas educativos, tem-se tentado descobrir e enriquecer o acervo colectivo com novos elementos que ajudem a compreender e agir melhor sobre o universo educativo.